sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O Diabo quer, o Homem tem pesadelos, a obra esmorece

Parece hoje um dia distante aquele em que o Instituto Universitário de Évora iniciou a sua actividade pedagógica, sob o signo “Honesto estudo com longa experiência misturado”. Digo isto, porque parece que nos encontramos no preciso momento em que esta instituição tem o seu “canto do cisne”, agora convém analisar o status quo e ao fazermos, a inevitável pergunta vem ao de cima, como raio chegámos a este ponto?

Várias teorias podem dar resposta; má gestão de verbas em tempo de vacas gordas, défice pedagógico em áreas decisivas, falta de visão, a diáspora do Alentejo, etc...

Quanto a mim, de tudo um pouco, é quase como se fosse a tempestade perfeita, vai tudo ao ar (ou abaixo, tendo em conta que estamos no Alentejo pró'fundo). Nós passamos por e simplesmente por uma série de acontecimentos infelizes, auxiliados por uma série de pessoas infeliz(mente) (in)competentes no seu trabalho, associados a um período de recessão económica que atravessamos, obriga-nos quase a prestarmos condolências pelo falecimento das condições da nossa muy illustre casa. Mas isso é uma teoria minha e vale o que vale, vindo de mim.


Coisas mais sérias...


Na residência António Gedeão, os urinóis estão entupidos, um pouco por todo o lado, assim como os polibãs, a quantidade de rolos de papel higiénico diminuiu de 3 para 2 por mês do lado dos rapazes e de 4 para 3 para as raparigas (falta de papel para enviar faxes) existe um racionamento asfixiante de sacos do lixo, mas é isto, entretanto a residência vai para velha e, apesar de tudo quanto em cima foi citado, houve um aumento de 96 € (não bolseiros) para 101 €. No meu piso, o segundo masculino, um dos frigoríficos encontra-se com a tomada partida, pelo que ficam 2 frigoríficos de tamanho normal, para o piso inteiro.

Com isto tudo, somos nós que esmorecemos!



Nota: faxes – não são folhas de papel escrito resultado da transmissão de informação por telefone. São folhas de papel higiénico ao qual limpamos o nosso cu e, subsequente e consequentemente cheias de merda.

Sem comentários: